Papo desbravador
December 5, 2008
Ricky: Gente, enfim chegamos ao fim! Conseguimos desbravar a BRAVO???
Bruna: Talvez… E provavelmente perdemos também o amor (ou a consideração) que tinhamos pela revista neste meio tempo. Deve ter sido de tanto ler e analisar matérias, hoje acho que a Bravo sempre quer me vender alguma coisa. Quer que eu compre livros, veja filmes, compre CDs… Me desanimou um pouco.
Ricky: A análise da BRAVO me deixou um pouco decepcionado também. Apesar de algumas reportagens serem excelentes, outras servem apenas para vender os produtos culturais. Mas, ainda assim, a BRAVO tem um grande predicado: é a única publicação que se dedica exclusivamente a cultura.
Ste: Então, a Bravo! me causou certo saudosismo dos tempos em que começou. Enfim, também enjoei de ler a publicação, pelo menos por um tempo ficarei sem gastar R$11,90. Se alguém sentir muita saudade, acesse o site porque tem vários textos que podem lhe saciar. A propósito, podemos fundar uma revista no mesmo segmento já que descobrimos a inexistência de concorrentes diretos e desvendamos parte das construções textuais. Colaboradores, investidores, alguém se manifesta?
Thaís: O mesmo aconteceu comigo. O trabalho reforçou a idéia que eu tinha da revista inicialmente: raramente os textos se aprofundam no assunto e muitas vezes deixa de tocar em pontos essenciais. Claro que muito disso se deve à questão do espaço. E, por isso (também pelo preço, né Sté!), o site cai bem. Só decepciona quando não encontro o que a revista fala para eu procurar lá…
Thaís: Concorrência faria bem! Entro como colaboradora!
Bruna: Eu adoraria colaborar, seria uma parceria divertida! Imaginando agora, em um delirio pela madrugada, o Ricky seria o editor chefe, porque ele gosta de mandar e faz isso bem, a Sté faria a arte, eu, Carol, Eduardo e Thais seriamos colaboradores! Uma parceria divertida. E não precisariamos apenas vender produtos. Poderiamos vender alguns (quando fosse conveniente) e fazer matérias mais analiticas, maiores e melhores. Aquelas que vocÊ olha e pensa “faltou pauta” me irritam um pouco, sei lá, essas pautas tapa buraco do jornalismo no geral me causam certo desconforto.
Ricky: Eu supertopo. Lembra do site que queria criar? Podemos e vamos fazer esse site juntos!!! Aliás, quero trabalhar com vocês no próximo semestre em Rádio e TV!
Eduardo: Eu também topo! Acho muito estranho essa falta de publicações culturais no Brasil. Será que dá tanto prejuízo assim? Em compensação, na internet, a concorrência é grande.
Eduardo: Peraí, que eu to fazendo Mitika
Ste: hahaha. Voltando ao tema inicial. Achei interessante a divisão que fizémos, pois foi possível ir um pouco além das simples análises textuais acrescentando elementos de relevância (ou não) em cada assunto. Reparei, como disse a Carol em seu último post (se não me engano), que eles escrevem bem apesar de não irem muito a fundo em cada pauta.
Ricky: A questão da profundidade é uma faca de dois gumes. Reclamamos que algumas matérias são superficiais, mas será que se fossem mais aprofundadas não as consederíamos sacais ou muito acadêmicas? Será que o público de cultura busca algo mais acadêmcio ou quer apenas a agenda? É difícil encontrar o meio-termo.
Eduardo: Além dessa falta de profundidade, eu e a Thaís estranhamos que, pelo menos na parte de Música, a Bravo! não se esforça para trazer novidades, revelar artistas desconhecidos. Eles apenas repercutem o que já está rolando na mídia. Mas é compreensível. Já é difícil vender a revista dessa forma; imagina se eles tivessem um foco mais alternativo.
Bruna: O Eduardo e a Thais queriam que a Bravo falasse de música indie! hahaha! Mas concordo um pouco com vcs… sinto falta de novidades, parece que escolhem sempre as mesmas figurinhas carimbadas no meio artistico-cultural. Por outro lado, também concordo em parte ocm o Ricky, se caisse em algo acadêmico ficaria chato. Muuuuito chato. Se bem que tem umas pautas nas quais eles fazem a mesma coisa que nós no JC (!): vão entrevistas um professor da USP e colocam aspas pra legitimar a fala. Foi assim com a matéria do Machado… E ficou meio sacal, mas não chato. E nem tão superficial. Foi uma das melhores matérias que li, juntava um bom autor, um gancho não forçado e tinha boas citações e tudo o mais. Foi bem feitinha. Tem matéria que o gancho é forçado DEMAIS! Até irrita (já falei isso umas mil vez por aqui, eu sei, desculpem).
Ste: É, então, concordo com a questão que o Rick levantou. Mas na seção de artes plásticas, na maioria ds vezes, eu ficava meio sem entender o porque o artistista se destaca ou é relevante. Alguma relevância sempre há, pois geralmente estão em algum centro de exposições significativo ou bateu algum recorde. Não queria um tratado ou uma explicação milagrosa, mas esperava um pouco mais. Encontrei uma ou outra matéria que eram bem equilibradas nesse ponto.
Ricky: Creio que o jornalismo cultural ainda é um campo muito pouco explorado. Ainda há muito a ser feito e testado. Cabe a cada um de nós tentar desbravar as veredas desse gênero jornalístico.
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1. Mariana T. | December 10, 2008 at 6:39 pm
Adorei o formato dessa conclusão! Um olhar focado em um veículo parece derrubar um pouco as primeiras impressões que um veículo gera. Vocês conseguiram expressar exatamente o meu incômodo com a Bravo: eles parecem sempre estar vendendo alguma coisa!
2. rosana | December 17, 2008 at 1:03 am
muito bom esse formmato! e um depoimento: desde que estudei jornalismo, décadas atrás, sempre me perguntei sobre a carência de revistas na área de cultura… hoje tem muito mais, mas ainda falta muito. então já podem contar com uma leitora assídua da revista/site de vocês!!!
3. rosana | December 17, 2008 at 1:04 am
formato com dois ‘mm’ ficou ótimo… *rsrs